14 mar

Por que é importante se promover nas redes sociais e manter network jurídico?

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Prática ainda enfrenta resistência no meio, contudo especialistas destacam a importância em não só se autopromover, mas também em reforçar a sua marca para desconhecidos

 

A resistência existe. Profissionais da área do Direito ainda optam por não utilizar as redes sociais como uma ferramenta de marketing para a sua própria marca e, por conseguinte, falham na manutenção de um network jurídico de qualidade. Mas especialistas garantem: tem espaço para prestação de serviços nas redes sociais e, mais que isso, é preciso fazer. Só não pode ter medo.

Segundo a advogada Márcia Ross Kloss, formada em Direito e Comunicação Institucional pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), é justamente o medo um dos obstáculos para o chamado “marketing jurídico”: “A resistência que eu vislumbro reside mais no medo da infringência do Estatuto da OAB do que na vontade de se autopromover, considerando que o Tribunal de Ética e Disciplina pune quem o desobedece”.

De acordo com Larry Khon, presidente da Kohn Communication, uma das maiores e mais antigas empresas de Los Angeles (EUA), especializadas em treinar advogados, outro problema na questão é a falta de intimidade com as plataformas: “Existe uma aversão ao uso das mídias para fins empresariais entre aqueles que não usam as redes sociais para motivos pessoais. Entre aqueles que já usam, migrar [do social para o empresarial] pode ser extremamente difícil”.

Difícil, mas não impossível. Para Khon, o que não pode faltar em uma rede social empresarial saudável é um conteúdo atraente com alimentação frequente. Um fluxo de novos amigos também é recomendável. Já Márcia ressalta a importância em se ter fontes de credibilidade nos materiais compartilhados, evitar mensagens negativas e preconceituosas e separar os perfis, o profissional do pessoal. Sobre as postagens, a advogada ainda alerta: “não posso colocar uma informação no Facebook sobre como não pagar extras na mensalidade da TV a Cabo e associar um link para meu escritório. Isto é captação de clientela, que é vedada pelo Estatuto. Nada impede, todavia, que você preste uma informação jurídica relevante de interesse social, como, por exemplo, o fato de que o Código do Consumidor prevê um prazo de sete dias para o cliente se arrepender de uma compra, comentando o artigo em questão. Demonstra conhecimento jurídico, mas não busca captar clientela”.

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